Júnior Ratts
Júnior Ratts

Redator Publicitário

Nossa amada e “enrolada” língua portuguesa

Escrever e falar o português exige de nós um exercício diário de compreensão dos significados da língua e de como é possível reinventá-la.

Às vezes temos a impressão de que a língua portuguesa foi feita para nos pregar peças ou nos dar uma bela rasteira assim que possível. Afinal, logo depois que aprendemos o bê-á-bá, enxurradas de regras ortográficas e gramáticas são todos os anos apresentadas a nós que, trêmulos diante das normatividades da língua, pouco entendemos de sua aplicação na vida cotidiana.

E daí surge um turbilhão de dúvidas que perpassa toda a nossa existência e nos deixa completamente embaralhados na hora de redigir um texto ou até mesmo no momento de nos comunicarmos por meio da fala, em um instante público e até mesmo privado. No que tange à escrita, tornam-se recorrentes dúvidas voltadas ao uso correto da bendita vírgula, do ponto de exclamação, do ponto final, do ponto e vírgula, etc. E, para além das dúvidas ortográficas, há ainda as pegadinhas gramaticais que englobam tanto o ato de escrever como o de falar: “Quando usamos mais ou mas?”, “É onde ou aonde?”, “Invés ou Ao invés?”

Apesar de tudo, que fique claro uma coisa: o brasileiro não é um ignorante, mas alguém que batalha até para ultrapassar e ressignificar as imposições/normas da língua. Assim, ele/ela aprende, muitas vezes à dura pena, expressar-se a sua maneira em um país no qual a desigualdade social é absurda e o acesso à uma educação de qualidade é um privilégio restrito a poucos grupo sociais. Nesse contexto, conseguir se fazer inteligível (na fala e na escrita), ainda que com erros, é uma atitude honrosa e, talvez antes disso, um gesto de mais pura sobrevivência. Afinal, falar, seja bem ou mal, é conquistar espaço, comida, segurança, etc.

As novas tecnologias ajudaram e ajudam bastante nesse processo de usar a língua a nosso favor para poder chegar de forma clara ao outro. Os neologismos criados, por exemplo, pelo Whatsapp facilitaram bastante a vida de quem penava em tentar compreender o português para poder dizer algo para alguém. Por outro lado, essas novas formas tecnológicas de se expressar criaram, difundiram e estão a perpetuar no imaginário linguístico (o qual se traduz no uso diário da língua) uma linguagem marcada pela abreviação não só de letras, mas de ideias. Usa-se da inteligência para encurtar ou criar palavras e essas novas palavras acabam por encurtar a inteligibilidade da ação da fala quando o indivíduo faz a transição do virtual para o real. Exemplo: acostuma-se tanto a utilizar “pfv” que já não se sabe mais se o correto é “por favor” ou “porfavor”.

E se engana quem pensa que os erros no uso do português são um “mérito” de pessoas das classes sociais menos privilegiadas. Pois é: os cultos também erram! Em minhas experiências como ouvinte em palestras universitárias, por exemplo, já presenciei muito doutor e doutora usando o pronome “Mim” no lugar do “Eu” antes do verbo. Exemplo: “Hoje mim alegro em ser professor!” ao invés de “Hoje eu me alegro em ser professor!”.  

E aí surge outra dúvida que nem é de gramática, nem de ortografia, mas que envolve um aspecto de preconceito histórico: quando chamamos alguém de doutor ou doutora? Afinal, por gerações, chamamos médicos, advogados, dentistas (dentre outros profissionais, principalmente da saúde) de doutores e doutoras. Está errado! Quando devo então chamar alguém por esse pronome de tratamento? Bem, o “Dr.” ou “Dra.” antes de qualquer nome só pode ser utilizado em relação àquelas pessoas que fizeram um doutorado (que é um curso de pós-graduação que dura de três a quatro anos e é ofertado por instituições públicas e privadas de ensino superior. O correto então é chamar os profissionais da justiça e da saúde de senhor e senhora, caso eles e elas não tenham o referido curso de pós-graduação.

Como foi possível mostrar nesse artigo breve, escrever e falar o português exige de nós um exercício diário de compreensão dos significados da língua e de como é possível reinventá-la de acordo com o espaço físico ou virtual no qual ela é empregada. Contudo, como também apontei, a ressignificação do modo operante de escrever e falar nem sempre é uma boa ideia. Imagine, para se ter uma ideia, você dando uma aula e escrever no quadro “Ontem mim emocionei com um concerto, mais não cheguei a chorar!”. Enfim, queremos e precisamos nos comunicar e fazer de forma clara, concisa e correta é muito bom para o nosso marketing pessoal. Por fim, uma dica MARAVILHOSA para quem não quer passar vexame: em caso de dúvida, consulte o Google, o santo padroeiro das dúvidas.

Atenciosamente,

Júnior Ratts – Redator Publicitário da Agência Nove Dois

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