Júnior Ratts
Júnior Ratts

Redator Publicitário

O país do Carnaval sem Carnaval

Nunca imaginamos o Brasil sem Carnaval. Nem em nossos piores pesadelos, vislumbramos a Marquês de Sapucaí
e as ladeiras da cidade de Olinda completamente vazias.

         Nunca imaginamos o Brasil sem Carnaval. Nem em nossos piores pesadelos, vislumbramos a Marquês de Sapucaí e as ladeiras da cidade de Olinda completamente vazias.

         Mas de onde veio o Carnaval? Por que esta celebração é tão importante para nossa nação? E o que perdemos em um ano sem essa festa popular que agita todo o país durante quase uma semana?

         De origem europeia, o Carnaval chegou ao Brasil no período colonial. Uma das  primeiras manifestações carnavalescas foi o entrudo, uma brincadeira de origem portuguesa que, na colônia, era praticada pelos escravos. Nela, as pessoas saíam às ruas sujando umas às outras jogando lama, urina etc. O entrudo foi proibido em 1841, mas continuou até meados do século XX.

Depois surgiram os cordões e ranchos, as festas de salão, os corsos e as escolas de samba. Com o passar do tempo, apareceram os afoxés, frevos e maracatus, os quais também passaram a fazer parte da tradição cultural carnavalesca brasileira. Além disso, marchinhas, sambas e outros gêneros musicais foram incorporados à maior manifestação cultural do Brasil.

         Conhecida brevemente a história do Carnaval, é preciso lembrar que, para além das expressões festivas e culturais, a comemoração tem uma importância econômica e social. No que se refere à economia, segundo o jornal online “Nexo”, “medir as perdas causadas pela falta do carnaval é uma tarefa complexa, de acordo com o CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), que evitou fazer uma projeção em 2021 por culpa das diferentes decisões dos estados sobre a manutenção do feriado — pelo menos 22 deles cancelaram o ponto facultativo”. Já dados reunidos pela Folha de São Paulo com base nos festejos de 2020 indicam que pelo menos R$ 8 bilhões deixarão de circular na economia do país.

         Mas, fora a economia, tem algo ainda maior que se perde com a ausência da festa e isso tem a ver com o lúdico, com algo poético, profano, marginal e revolucionário. No imaginário popular, o Carnaval é o período da liberdade total e absoluta e isso invoca, dentre outras coisas, um gesto político (ainda que indireto) em relação à situação atual do país. Ou seja, é no Carnaval que se faz samba, política e liberdade.

         É o período em que, ao mesmo em que saímos na rua sem nos preocuparmos com status social, política e diferenças entre os gêneros e as sexualidades, fazemos política ao problematizar questões sociais e culturais em canções e ao vivermos de forma líquida e suada todas as possibilidades de prazer corporal.

         No Carnaval, somos mais do que foliões; somos guerreiros a lutar por um mundo melhor por meio da fanfarra produzida por nossos corpos e desejos. Por isso, sem Carnaval, não somente a economia é bruscamente afetada e as ruas se tornam estranhamente vazias.

         Sem Carnaval, o brasileiro questiona sua própria condição de ser brasileiro, pois perde a chance de foliar por um Brasil melhor.  Enfim, sem Carnaval, a alma do brasileiro parece ficar amassada como uma máscara pisada por um folião serelepe.

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